quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Des/construção

  Tudo bem que ainda não acostumei com a ideia de que passei recentemente por natal, reveillon, férias. É que não to sentindo aquele gosto de ciclo novo que costumava sentir depois desse intervalo em que eu fazia cá meus planinhos. Estranho, não me vejo mais em ciclos! Parece que, de repetidos erros, consegui extrair algo sensato sobre isso e só agora notei. Ah vai, que saco fazer planos de vida nova, abrindo e fechando esses tais ciclos (e que poder é esse de controlá-los mesmo?). Não, isso de nada me acrescenta. Programações só funcionam bem pra canal de televisão que desempenha bem o papel de prolongar um domingo ocioso. Programar o viver não tem nada de funcional. E depois de tanta "segunda-feira mudo isso" e "esse ano vou fazer assim", me bateu uma fadiga até de planejar o que vou fazer pra comer no almoço de hoje. 
  Não tem que prever. Não tem que exigir da vida cumprir com as previsões malucas que você faz! A gente pode ser tanto um tanto de tudo, viver tanto o indefinível, e é só no caminhar que a gente permite isso. O novo de verdade, aliás, vem quando a gente se permite levar, mudar, acrescentar. Até porque é sem porquê esse lance querer antecipar os sentidos e buscar respostas imediatas, e depois acabar alcançando só frustrações. A ideia que tenho pra agora é construir, independente do que o relógio tem pra me dizer. Se for de encerrar algum tipo de ciclo ou cair em um outro, que eu o perceba quando estiver já vívido em mim.

"Como é que a gente pode ser tanta coisa indefinível
tanta coisa diferente
Sem saber que a beleza de tudo
é a certeza de nada
E que o talvez torne a vida um pouco mais atraente. "

(Uma delicada forma de calor - Lobão)

1 comentários:

Viviana Ruiz disse...

"E depois de tanta "segunda-feira mudo isso" e "esse ano vou fazer assim", me bateu uma fadiga até de planejar o que vou fazer pra comer no almoço de hoje."
Me identifiquei!!!
bjOus

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