sábado, 19 de fevereiro de 2011

Navalhas goela abaixo.

Agora, to sentindo aquela vontade de gritar muito, gritar pro mundo um vocabulário engasgado aqui. São palavras afiadas como navalhas que me fazem lentos cortes, os mais dolorosos, na garganta; no peito. É que, por tanto quererem sair, elas utilizam o mais árduo recurso que podem. Assim como nós, clamam liberdade todo tempo! Não dou. Não posso simplesmente liberta-las assim de uma só vez, elas podem ferir intensamente alvo por alvo. Eu sangraria junto... Só não sei dizer se ia sangrar mais que agora.

Se eu grito, as palavras cortam de vez. Se eu engulo, elas podem me matar aos poucos.

Espero que desistam da fuga.

[ Black Swan - Thom Yorke ]

6 comentários:

Edward de Souza disse...

Olá Tamara!
Vamos cultivar nossas ações do mesmo modo como os jardineiros cuidam das flores. Se as plantas brotam e se tornam formosas, desabrochando em cores vivas e atraentes para alegria de pássaros e borboletas, também podemos sedimentar o futuro com a beleza do progresso e, assim, fazer germinar sorrisos de contentamentos. A vida está em nossas mãos. Cabe a nós, com o poder que nos foi conferido por Deus, conduzi-la. Basta escolher o melhor caminho e seguir em frente.

Gostei do seu blog e estou lhe seguindo!

Edward de Souza

Tamara Lacerda disse...

Muito obrigada, Edward. Fico feliz!

Srtª Mistério disse...

Fui descrita nessas linhas, palavra por palavra.

Ana Bárbara disse...

Também necessito botar pra fora algumas palavras.

Má Midlej disse...

vige, poe pra fora!
:)
CARA, voce andou sumida do meu blog dona Tami u_u aiaiai.. e outra coisa, preciso mesmo de uma ajudinha sua rs

To procurando casa em vça :(
me passa seu msn? :)
beijo

Poemas e Amizades disse...

Minha querida, querida amiga Tammy.
Seu texto, curto, staccato, tão perfeito quanto o mais exigente crítico possa esperar, trata da natureza das coisas e da intuição dos seres de uma forma tão sutil, que eu mais uma vez entendi porque gosto tanto de vbir aqui.
Querida, é da natureza dos objetos de corte cortarem. "Ah! Marcelo, que redundância!" Mas a maior parte das pessoas não compreende, não intui, não percebe essa realidade tão simples.
As palavras que cortam foram geradas num sentimento que corta. Ainda que as engula, mais serão formadas; ainda que as fale, mais ficarão presas na garganta...
O sentimento é a capa, é a bainha sobre as palavras. É necessário tratar os sentimentos, e as palavras deixarão de cortar.
senão, gritar ou calar, morrer devagar ou de repente, é apenas questão de escolha...
Um beijo carinhoso
Eu amo esse blog.
Lello

Postar um comentário

Palavras bem-vindas...