domingo, 21 de novembro de 2010

Bobeiras certeiras que a mente alimenta.

Com o tempo criei uma espécie de formula, uma lei... sei lá. Criei uma coisa em minha cabeça que me faz pensar na probabilidade das coisas que podem acontecer em determinada ocasião. Tipo, não é matematicamente, é em relação à possibilidade mesmo, coisa só de pensamento. Sempre fiz isso automaticamente e acabava notando que por eu ter pensado no que poderia acontecer, no caso de ruim, não acontecia simplesmente porque eu cogitei ser possível, ou seja, penso no que pode ocorrer e só de pensar serve como uma proteção. É engraçado, não é? Mas funciona sempre! hahaha. E quando eu não imagino que possa acontecer tal coisa, ela acontece. É como se o desencadear dessas coisas fosse ligado ao inesperado e só funcionasse com isso, quando se espera não funciona. Então, observando isso por diversas vezes, determinei que minha mente pode controlar certo acontecimentos ou não-acontecimentos vidanos, principalmente quando o que to pra fazer não é algo lá muito seguro, entende? É legal, me acho tão boba por pensar assim, mas é legal ver como funciona e se eu acho que funciona, deve funcionar mesmo... Não entendo lá de forças de pensamentos e não é bem questão disso, é apenas um artifício meu que me proteger dos lances por aí. :)


"(...)Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas.
O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver(...)"

[Das vantagens de ser bobo, Clarice Lispector]

7 comentários:

Eu, ΞĐU disse...

Olá, Tamara...
Navegando pela internet, achei este seu espaço...
Olha, muito bom o seu blog, suas idéias, sensibilidade e seu bom gosto...
Parabéns pelo trabalho! Estou te seguindo.
Saudações,
EDU (http://edurjedu.blogspot.com)

Giovanna I. disse...

Estava com saudade de ler teus textos! Sempre tão puros :) Adorei o trecho da Clarice também!
Beijos! :*

Kivia Nascentes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kivia Nascentes disse...

Também não acho bobeira pensar assim. Diversas vezes penso que posso fazer algo acontecer se quiser muito, mas noutras desanimo, e o cansaço acaba me fazendo estática, e apática. Mas sempre volto.

Guilherme Fraga disse...

Quando arquitetamos o que iremos fazer, nunca da certo, e se der, não sai como queremos. Bobo para mim é só uma camuflagem para os espertos.

Gostei como fechou o texto, nada melhor do que C.L.

Obrigado pela visita.
Beijão

Rebeca Amaral disse...

Me lembrou os pensamentos de um cara chato, metido a filósofo, chamado Schopenhauer. O danado dizia que pra a vida fluir, não precisa ter vontade de viver; ou seja, as coisas só aconteciam se você não esperasse por elas, e o que acho pior, se mantivesse inerte na espera. Mas sei que com você não é assim, vejo na suas palavras alegria de viver. E te digo, flor, não se preocupa com isso, não. Eu gosto de acreditar no acaso; a surpresa da conquista, mesmo esperada ou não, sempre é incomparável e extremamente prazerosa. Adorei o texto e a maneira em que você se colocou, tão bom de se ler. Um beijo.

Hugo Sheikispir disse...

Tamara, lembrei de um plano que arquitetei... Era pra conhecer uma menina, e faz uns 2 anos... kkkk... Tipo, pensei na desculpa, na hora que a gente se esbarraria indo a escola e no "é sempre bom fazer novas amizades"... E a falha do meu plano? Fique com raiva por que ela me passou o orkut em vez do tel, depois add ela no orkut e ela não respondeu meus scraps, acredita? kkkk... Conclusão: É necessário agir, porém, é dispensável planejar [o amor]. Até mais!

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