sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Apenas uma observação!

Eu tenho uma cisma de reparar como as pessoas usam as palavras. Tem dias que fico totalmente longe e nem percebo quem tá do meu lado, já outros fico a observar cada uma detalhadamente e só. Algumas vezes chego testá-las, confesso. Não existe explicação nenhuma pra essa vontade que sinto de descobrir qualquer besteria sem sentido. Deve ser cisma mesmo.
Bom, fazendo essas minhas observações encontrei algo em comum de todos: os rótulos. Algumas pessoas me deixam até bestificada com a quantidade de rotulação que usam. E eu me pergunto: pra quê rotular tanto? Afinal de contas, quando paramos pra rotular a si próprio, encontramos mais defeitos do que podemos enxergar no outro. É como acontece com aquele sujeito que não conhecemos e a gente sai catando cada suspiro pra achar uma denominação pra ele, e depois, quando se troca dez minutos de palavras com o tal, percebe-se que não é nada daquilo que se imaginava.
Em relação a mim, estou cansada da frase: "Eu te achava metida, mas você não é!" Nem me espanto mais, dou apenas uma risadinha de concordância. E sabe de uma? Não movo uma palha pra que mudem essa concepção sobre mim, ou seja, esse rótulo não me desfaz. Deixo com que os que me conhecem de verdade me conheçam na verdade, os que não conhecem... Deixa pra lá! Não vou conseguir fazer todo mundo parar de rotular mesmo!
É, na verdade eu até queria que não existissem rótulos pra ninguém, os morais e muito menos os físicos. Tudo bem que eu posso ser um pouco crítica, até mesmo por viver reparando o jeito dos outros, mas não existe coisa que mais me incomode do que alguém estar junto de mim falando mal de tudo! Isso eu não faço, e queria muito que não fizessem pelo menos do meu lado.
Enfim, resolvi escrever isso justamente por que é um lance que me sufoca bastante. Não entendo como as pessoas podem adquirir hábitos tão ridículos, vivem bombardeando todo mundo sem ao menos olhar apra própria fuça! E depois, por qualquer sinal de ameaça, chegam a ser hipócritas em dizer que o que vale é o interior. Deviam lembrar do interior antes disso, isso sim.

Nós, humanos sempre imperfeitos.


"É fácil culpar os outros
Mas a vida não precisa de juizes
A questão é sermos razoáveis"
(Nando Reis)

2 comentários:

Lucas de Souza disse...

A primeira impressão é a que fica, e me recordo de ter as melhores de vc a primeira vez que a gente se viu.
A gente conversou e riu o tempo todo, foi um presente aquele dia pra mim.
Tenho pena daqueles que te acham metida, pq talvez a metidez esteja neles e não perceberam.
Te rotulei e te rotulo até hoje, como uma menina alegre, divertida, expotânea e cheia de virtudes. Esse rótulo não tiro jamais, pq sei que vc é essa pessoa especial e vai ser eternamente.

Isadora disse...

isso acontece comigo tbm, mas o meu consolo é ouvir o depois, quando me conhecem de verdade!

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